Pesquisadores brasileiros fazem células de dente regredirem aos estágios iniciais de desenvolvimento e adquirirem versatilidade de células de embrião
O Brasil dominou mais uma técnica que pode no futuro contribuir para a regeneração de diferentes tecidos do corpo humano. A bióloga Patrícia Beltrão Braga, da Universidade de São Paulo (USP), conseguiu transformar células extraídas do dente de crianças em células bem mais versáteis: as células-tronco pluripotentes, capazes de originar as mais variadas células do organismo.
É motivo de comemoração na ciência brasileira. Um grupo de pesquisadores acaba de demonstrar, pela primeira vez, a reprogramação de células adultas de indivíduos brasileiros para um estágio pluripotente. Essas células, conhecidas como células-tronco pluripotentes induzidas (ou células iPS, do inglês), se comportam de forma semelhante a células-tronco embrionárias e tem o potencial de se especializar em outros tipos celulares. Com essa publicação, o Brasil entra para um seleto grupo de países que possuem a tecnologia. Com exceção da China, os outros são países desemvolvidos.